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Probióticos aplicações clínicas

Nutricionista Anna Christina Castilho
Nutricionista Clínica do IMeN – Instituto de Metabolismo e Nutrição
Especialista em Nutrição Clínica

Estudos clínicos mostram que as bactérias produtoras de ácido lático, podem aliviar ou prevenir desordens e reduzir riscos de doenças intestinais (39) e podem apresentar efeitos antitumorais. Esses efeitos são atribuídos à inibição de atividade mutagênica provocada pela diminuição de várias enzimas implicadas na geração de substâncias carcinogênicas e/ou mutagênicas (25).
Já foi também verificado que a administração oral de Lactobacillus casei Shirota (LcS) fortalece sensívelmente a imunidade, estimulando e alterando a atividade de macrófagos, células T e células B, resultando na mudança de vários parâmetros imunológicos, como produção de citocinas pelos linfócitos, proliferação de células B e células natural Killer, produção de IgM e IgG e ativação da atividade fagocítica de leucócitos (23,41). Os Lactobacillus casei juntamente com as Bifidobactérias mostraram melhorar e aumentar a produção de IgA, fortalecendo a barreira da mucosa intestinal (21).
O uso de agentes probióticos, particularmente bifidobactérias, pode ter efeito contra diarréias agudas. Em populações pediátricas, o efeito de agentes probióticos parece ser muito significante contra diarréias virais (rotavírus), sugerindo que um mecanismo imunológico seja responsável pelos efeitos benéficos (37).
Nas doenças inflamatórias crônicas do intestino, tais como a doença de Crohn e retocolite ulcerativa, reconhece-se hoje o papel da flora intestinal como possível fator adjuvante para o desenvolvimento e para a cronicidade dos distúrbios. Aceita-se que as manifestações clínicas observadas neste pacientes são pelo menos em parte decorrentes de uma reação imune anormalmente agressiva contra bactérias residentes no intestino. A análise da flora destes doentes por sua vez, tem revelado concentrações elevadas de certas bactérias aeróbicas, em particular E. coli e também de algumas anaeróbicas, como Bacteróides fragilis e Bacteróides vulgaris, enquanto que em portadores de Crohn, por exemplo, o número de bifidobactérias é habitualmente reduzido.
Indivíduos portadores da Síndrome do Intestino Curto, geralmente são mal nutridos e possuem intestino dilatado, resultando em um crescimento exagerado de certas bactérias maléficas. A combinação de Bifidobacterium breve, Lactobacillus casei e Galactooligossacarídeos (chamada terapia symbiótica), durante 2 anos de tratamento, mostrou melhorar satisfatoriamente a motilidade e função absortiva intestinal (18).
Os resultados dos trabalhos com modelos animais destas doenças, assim como os dados preliminares oriundos de observações clínicas, sugerem que a utilização de probióticos em adição às medidas terapêuticas convencionais pode ser uma alternativa promissora na abordagem dos portadores de doenças inflamatórias do intestino, indicando efeitos favoráveis sobre sua evolução clínica.
Investigações in vitro relataram a habilidade das bactérias probióticas na inibição da Helicobacter pylori, bactéria maléfica, associada a diversas complicações estomacais tais como carcinoma gástrico e gastrite. Apesar do órgão alvo dos probióticos ser o intestino a ingestão oral dita sua passagem pelo estômago. Porém devem ser resistentes ao ácido gástrico e sais biliares e podem persistir mais tempo no estômago do que outras bactérias (10).

Diarréia:

A diarréia é uma disfunção no trato digestivo que pode ser causado pela ação de bactérias, vírus ou parasitas; microorganismos patogênicos, como Vibrio cholerae, Shigella sp, Salmonella sp, Escherichia coli, Vibrio parahaemolyticus, Clostridium perfrigens, Clostridium botulinum, Bacillus cereus, Proteus sp, Pseudomonas aeruginosa, Yersinia sp, e suas toxinas. O primeiro passo na causa da diarréia está no ataque da bactéria ao intestino, através de sua adesão à mucosa. Depois disso, as bactérias proliferam. Quando V. cholerae ou E. coli causam diarréia, a bactéria multiplica-se no intestino e produz enterotoxina. Bactérias que produzem enterotoxinas e causam diarréia incluem E. coli e a maioria das espécies de Enterobacteriaceae, Aeromonas, P. aeruginosa e formas bacterianas esporuladas, incluindo Clostridium perfingens e cepas de Bacillus cerreus. As formas esporuladas de bactéria entram no intestino grosso com a alimentação. Os esporos germinam e, até que se formem novamente, enterotoxinas são liberadas, causando diarréia. Outros casos de diarréia mostram patógenos que possuem propriedades enteroinvasivas. Primeiramente eles invadem e penetram as células epiteliais do intestino, especialmente do intestino grosso, proliferando e causando dano à mucosa. O estágio de dano causado depende da espécie e tipo de bactéria.
A diarréia é caracterizada pela perda excessiva de água e eletrólitos pelas fezes e ou vômitos, que se manifesta clinicamente com aumento do número de evacuações e ou diminuição da consistência das fezes. A maioria dos episódios dura de algumas horas a cinco dias. A diarréia é causada por diversas razões:

1. Diarréia Osmótica - Quando pacientes deficientes da enzima decompositora da lactose, chamados de lactose intolerantes, têm contato com este sacarídeo, a lactose, inicialmente digerível e não absorvida, acrescenta uma pressão osmótica no intestino e interfere na absorção de água, levando esses pacientes a diarréia.
2. Diarréia Exudativa – Uma grande quantidade de fluído é exsudado pela parede intestinal. Isso ocorre devido a uma inflamação intestinal, que é causada por vírus e bactérias. Esse tipo de diarréia é semelhante a enterocolites, disenteria ou alimentos contaminados com Salmonela.
3. Diarréia Secretora – Causada por toxinas do vibrião da cólera e Staphylococcus ou excreção anormal de hormônios, estimulando excessivamente a secreção de água pela parede intestinal.
4. Outros tipos de diarréia ocorrem quando o movimento de todo intestino é anormal, estimulado por estresse por exemplo, impedindo a absorção da água.
5. Causada por anormalidades da flora intestinal por uso de antibióticos no tratamento de infecções (11).

Os pacientes com diarréia, ao ingerirem Yakult RI _ Regulador Intestinal, vão apresentar um notável quadro de melhora nesse sintoma, pois, os Lactobacillus casei são capazes de produzir, no intestino o ácido láctico que impede a multiplicação de microorganismos patogênicos, sensíveis a essa diminuição de pH, destruindo-os.

Obstipação:


A constipação é um padrão de anomalia relacionada à evacuação fisiológica e que pode ser provocada por uma complexidade de fatores.
Dentre os casos de constipação há os que se manifestam como um dos sintomas gerais, ou os que aparecem como um sintoma nervoso, uma anomalia congênita do aparelho digestivo, tumores, inflamações e outras alterações a nível orgânico. Por outro lado, há ainda casos em que sua causa não é bem definida, como a provocada pela hipersensibilidade do cólon, hiposensibilidade do reto e outros, considerada constipação hipotônica. Este hábito de constipação sofre influência dos problemas de ordem emocional, mudança de costumes e de hábito, vida alimentar e outros fatores que se interrelacionam, tornando-a um sintoma de causa mais complexo.
Atualmente, num contexto em que muitos medicamentos vêm sendo utilizados no tratamento, encontramos vários relatos de que o uso de produtos a base de lactobacilos têm resultado na sua melhora. Dentre estes, um dos fatores que podem melhorar a constipação pode ser a influência na flora intestinal, principalmente com o aumento da quantidade de lactobacilos, e aumento de ácidos orgânicos presentes nas fezes (32).
Os primeiros resultados conclusivos de uma pesquisa que envolve o uso do Yakult RI por pacientes com constipação crônica foram considerados positivos pelos pesquisadores do Centro Avançado de Medicina Preventiva da Yakult em parceria com a Fundação Noguchi Medical Resourch Institute, com sede na Filadélfia, nos Estados Unidos, e que teve início em outubro de 2001. A idéia de desenvolver um estudo maior, abrangendo outras instituições, é bastante importante, pois trará mais subsídios para uma análise mais consistente da eficácia do RI, numa população mais abrangente (www.yakult.com.br)

Câncer:

Câncer é uma das doenças mais temidas do mundo que incluem vários tratamentos. Estudos relatam que os probióticos podem combater o crescimento de células cancerígenas no intestino, câncer de bexiga e estômago (40). Foi comprovado que a taxa de reincidência do câncer caiu para menos da metade e que o risco foi significativamente reduzido com o consumo habitual de Yakult.
O câncer de bexiga é a nona neoplasia maligna mais comum no mundo. Em 1990, cerca de 260 mil novos casos foram informados.
Em países industrializados, muitos casos de câncer de bexiga são provavelmente causados pela exposição a carcinógenos, dos quais os mais importantes estão presentes na fumaça do cigarro. Associações significativas entre o câncer de bexiga e o tabagismo têm sido observadas em vários estudos.
Já existem evidências sugestivas de que ingerir Yakult e outros produtos de leite fermentado previne o câncer de bexiga e que esse efeito independe de idade, sexo e área de residência. A administração oral de Lactobacillus casei Shirota, mostrou-se eficaz contra tumores de bexiga induzidos experimentalmente em camundongos e contra metástases hepáticas também induzidas experimentalmente em ratos. Essa bactéria também inibe nos seres humanos, o aumento da atividade mutagênica (28).

Outras Aplicações na prática clínica:

1) Aumento da digestibilidade e absorção de proteínas do leite

Os efeitos fisiológicos dessa bactéria atuam de forma que a diminuição do pH, devido a produção do ácido láctico, causa dispersão e coagulação da proteína. Desse modo, aumenta-se a área superficial da molécula protéica e o seu acesso às proteases.

2) Auxílio para pacientes com má digestão

Indivíduos que sofrem baixa secreção de HCL e alto pH no estômago, têm sua digestibilidade aumentada, pois essas bactérias, ao fermentarem, produzem ao longo do trato digestivo ácidos orgânicos, diminuindo o pH, facilitando a digestão (11).

3) Aumento do metabolismo da lactose

Pacientes com diarréia, que não possuem a habilidade de sintetizar a enzima lactase, apresentam grandes quantidades de lactose no intestino, causando irritação na mucosa (35). Os lactobacillus casei utilizarão a lactose como substrato, convertendo-a em ácido láctico (41).

4) Diminui a formação de gases (flatulência)

A administração de Lactobacillus casei tem mostrado suprimir a geração de gases no intestino grosso. A totalidade de gases gerada in vitro pela falta de fezes foi significativamente reduzida depois da administração do medicamento probiótico.

5) Produção de biocinas

As biocinas, compostos biologicamente ativos, sintetizados como metabólitos secundários por várias bactérias ácido lácticas, exercem, efeitos bactericida (que mata o microorganismo) e bacteriostático (que impede seu crescimento) contra microorganismos causadores de doenças (11).

6) Atividade antimicrobiana e proteção contra doenças

O efeito protetor de L casei contra Shigella sonnei foi estudado em raros por PATEL et al (29). Observou-se que o pré tratamento com esse microorganismo induziu a formação de anticorpos anti-Shigella no fluido intestinal, sugerindo que imunidade protetora pode ser mediada pelo tecido da mucosa intestinal. Com esses resultados, pode-se afirmar que a bactéria L casei pode ser utilizada na profilaxia de infecções gastrointestinais causadas por Shigella. GONZALEZ et al (13) estudaram a inibição de enteropatógenos por linhagens de lactobacilos. Constatou-se que L casei inibiu totalmente o crescimento de E. coli, após 24 horas de incubação.

7) Efeito de tratamento com antibióticos e terapia com irradiação

Uma terapia com qualquer antibiótico, particularmente por longo período e envolvendo administração oral, está sujeita a alterar o balanço da flora intestinal. Antibióticos de amplo espectro, tais como clidamicina, licomicina e outros, podem causar mudanças drásticas. Terapia com clidamicina pode eliminar microorganismos anaeróbicos, enquanto que licomicina elimina completamente a flora fecal normal mais ou menos persistentemente.
É importante salientar que a cepa não transmite resistência a antibióticos para as diversas bactérias intestinais, que podem potencialmente causar infecções oportunistas, porque os Lactobacillus casei não contém plasmídeos de resistência a antibióticos (41). A administração de L casei ajuda na regeneração da composição e função da flora intestinal normal (11). Por isso, a administração de lactobacilos ativos após tratamento com antibióticos é altamente recomendada (24).

8) Fatores anticolesterolêmicos

Pesquisas mostram que os probióticos auxiliam no controle do colesterol, diminuindo significativamente os níveis de LDL do plasma (40), podendo assim, diminuir a incidência de doenças coronarianas (14, 19, 26, 27). Sabendo-se que para formar sais biliares há necessidade de colesterol, certos microorganismos atuam na diminuição do nível do colesterol sanguíneo de uma forma indireta, desconjugando ou dehidroxilando os sais biliares. Normalmente, após ocorrer a emulsão das gorduras pelos sais biliares, eles serão reabsorvidos pelas paredes do intestino e levados até o fígado para serem reaproveitados. Se os sais forem desconjugados ou dehidroxilados por bactérias no intestino, essa reciclagem não irá ocorrer. Então o organismo terá que utilizar mais colesterol para fabricar mais sais biliares. Dessa forma, os microorganismos, como Lactobacilos, diminuem o nível de colesterol do sangue (27).

9) Redução da pressão arterial

Alguns estudos mostraram também diminuição dos níveis pressóricos de alguns indivíduos (40). Uma substância contida num extrato preparado de Lactobacillus casei, denominada SG-1, tem a função de aumentar a quantidade de prostaglandina I2 provocando efeito vasodilatador, podendo reduzir a pressão arterial (41).

Finalmente acresce-se que o medicamento ora utilizado é de absoluta segurança, não apresentando efeito colateral de natureza grave, tanto do ponto de vista clínico como laboratorial. Mesmo com a administração oral de 10g/Kg, considerado como limite possível de administração do ponto de vista técnico, não foram verificados casos de morte nem em camundongos nem em ratos. As observações realizadas nos sintomas gerais e a dissecação de exemplares sobreviventes também não resultaram na constatação de anomalias (11).
O papel da população bacteriana intestinal é aceito e a manutenção do equilíbrio da flora intestinal é de suma importância. Neste sentido a alimentação assume papel fundamental por meio da ingestão de alimentos que proporcionem o desenvolvimento no intestino de bactérias saudáveis. Os probióticos têm esta função e seu consumo deve ser estimulado.

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Sites pesquisados:

www.yakult.com.br

www.waterandhealth.org

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